Arquitetura Regional

Chapecó foi fundada em 25 de Agosto de 1917. A origem etimológica de seu nome provém do tupi Xapeco, que significa “lugar de onde se avista o caminho da plantação”.

A colonização da nossa cidade ocorreu quando os desbravadores se estabeleceram para explorar os recursos naturais, em especial a araucária. Nesse contexto, foram de fundamental importância as empresas colonizadoras, incentivadas pelo Estado a fim de ocupar efetivamente a região. A madeira retirada das florestas era transportada em balsas, nos períodos de cheia do rio Uruguai, até a Argentina, onde era comercializada.

Como a cidade era rica em produtos naturais como a madeira, atraiu colonos oriundos do Rio Grande do Sul, que fundaram “Xapeco”, em 1917. Por volta de 1940, iniciaram-se os grandes fluxos de imigrantes, provenientes do Rio Grande do Sul, de etnia alemã, italiana e polonesa. Esses colonos e seus descendentes seriam os responsáveis pela caracterização da cultura e da arquitetura européia atualmente presentes em Chapecó.

Prédio Antiga Prefeitura – edifício de alvenaria com dois pavimentos e pisos de madeira.

Fonte: CEOM

A principal característica arquitetônica da época eram grandes casarões em madeira, que abrigavam então os primeiros habitantes da região. Outras tipologias construtivas começaram a vir para Chapecó em torno da década de 50.

Casa em Madeira

Fonte: Ceom

Casa antiga em madeira, uma das poucas casas da década de 60 que ainda existe, localizada na área central.

A arquitetura déco teve bastante influência na arquitetura de Chapecó, principalmente na substituição dos casarões em madeira por edificações de alvenaria. Esta arquitetura foi utilizada, em sua maioria, para edifícios públicos, representando a importância da mesma para história da cidade. A maior parte das edificações deste estilo podem ser encontradas ao longo da Avenida Getúlio Vargas, embora hoje muitas estejam descaracterizadas e em mau estado de conservação.

A partir de 1970 com a vinda da primeira agroindústria para o município, hoje Sadia Perdigão, começou a vir junto novos materiais e técnicas construtivas, onde foram construídos os primeiros edifícios altos, que tinham de 4 a 6 pavimentos, construídos em concreto armado. A agroindústria então trouxe um dos únicos edifícios Modernistas do município, onde funciona toda a parte administrativa do mesmo.

Avenida Getulio Vargas final da década de 60, onde podemos notar um dos primeiros edifício em alvenaria e com mais de dois pavimentos.

Fonte: Ceom

Prédio Administrativo Frigorifico Sadia

Fonte: Diego Battista

Data: Junho/2010

A especulação imobiliária esta cada vez maior, obrigando ainda mais a destruição de casas antigas em madeira, que são a fonte da nossa história, que estão sendo substituídas por edifícios de alto padrão, já que as residências estão localizadas na zona central do município. Algumas casas estão sendo salvas, como a casa da Família Bertaso que recentemente foi reformada para a Decorare, feira de Arquitetura, e que hoje esta em funcionamento um restaurante.

Casa Familia Bertaso

Fonte: Thiago Scandolara

Data: Setembro/2009

Casa Familia Bertaso, reforma para Mostra Decorare

Fonte: http://4.bp.blogspot.com/

Hoje em dia a arquitetura predominante no município é a arquitetura contemporânea, onde a utilização da madeira como composição estética, fachada envidraçada são predominantes nas construções. Porém não vemos uma única linguagem arquitetônica, temos uma miscelânea de estilos, onde cada arquiteto projeto o que lhe agrada mais.

Residência Grando década de 90

Edifício Plaza Continental década de 90, sacadas inovadoras, irregulares, predomínio da arquitetura contemporânea.

Fonte: http://www.basalto.eng.br.com

Utilização do vidro verde nas aberturas, pintura branca muito utilizada no período modernista, mas que hoje esta em alta com a arquitetura contemporânea.

Fonte: http://www.weberyczar.com.br/

Pele de Vidro refletivo, encobrindo a fachada original do edifício antigo.

Fonte: Diego Battista

Data: Junho/2010

Linhas irregulares, utilização de aberturas madeira, muros e grades altas realidade de uma cidade grande.

Fonte: Diego Battista

Data: Junho/2010

Linhas retas, utilização da madeira e pedra como ornamento estético, e mais uma vez a utilização da tinta branca do período modernista.

Fonte: http://www.weberyczar.com.br/case_casa.php

A importância dos estilos arquitetônicos existentes no município é inegável, devido a razões históricas ou da memória urbana que carregam consigo. É importante ressaltar que a arquitetura esta sempre se atualizando, e, contudo, não devemos permitir que as novas técnicas ou materiais, venham a prejudicar a permanência das obras históricas.

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