Arquitetura Colonial

No Brasil, a Arquitetura colonial é definida como a arquitetura realizada no atual território brasileiro desde o ano de 1500, ano do descobrimento do Brasil pelos seus colonizadores portugueses, até a independência do Brasil, no final do XVIII.

Durante o período colonial, os colonizadores importaram as correntes estilísticas da Europa à colônia, adaptando-as às condições materiais e sócio-econômicas locais. A importância do legado arquitetônico e artístico colonial no Brasil é atestada pelos conjuntos e monumentos desta origem que foram declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO. Estes são os centros históricos de Salvador, Ouro Preto, Olinda, Diamantina, São Luís do Maranhão, Goiás Velho, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo e as ruínas das Missões Jesuíticas Guarani em São Miguel das Missões.

Cidade de Ouro Preto – Minas Gerais – Brasil

Fonte: http://adanidiz.files.wordpress.com/2009/05/ouro-preto1.jpg

Arquitetura Colonial nas Residências

No inicio da colonização do Brasil, o trabalho que prevalecia era o trabalho escravo, isso delimitava as condições financeiras da época, as cidades eram erguidas com aspectos uniformes, as ruas eram formadas pelas casas, uma espécie de construção em fita e não geminada, e assim iam surgindo as cidades da época, não existiam por sua vez passeios, e tão pouco existia ao redor das casas vegetação.

Residências em Ouro Preto

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

As casas eram construídas em todo o limite do terreno, tinham características próprias, geralmente eram casas de um pavimento, ou com sobrados, as telhas de barro eram utilizadas para cobertura das residências, eram feitos cobertos com apenas duas águas, uma para trás e uma para frente do terreno, evitando assim infiltração.

Residencias do município de Parati – Rio de Janeiro – Brasil

Fonte: Global.net

Geralmente os sobrados eram de dois ou três pavimentos no máximo, eram de uso misto, embaixo eram feitos comércios, como farmácias e mercearias, e em cima eram utilizadas como residencias. Os materiais utilizados para construção eram primitivas, as paredes eram mais simples, construídas de pau-a-pique, taipa de pilão ou adobe. Mas já para as mansões das pessoas mais importantes da época eram construídas com pedra e barro ou tijolos.

Residências em Ouro Preto

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

O urbanismo foi caracterizado pela adaptação do traçado das ruas, largos e muralhas, a topografia acidentada do terreno, como podemos notar em cidades como Ouro Preto, que as casas se adaptam ao terreno, formando uma idade com topografia muito acidentada e também a localização estratégica dos edifícios de maior importância, como as casas dos mais ricos, conventos e igrejas, como veremos a seguir a sua historia na colônia.

Residências e Matriz na cidade de Ouro Preto– Minas Gerais – Brasil

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

Detalhe: Ruas estreitas, comércio pavimento inferior, algumas intervenções feitas sobre os edifícios, como portões de garagem e calçadas.

Residências e Matriz na cidade de Mariana – Minas Gerais – Brasi

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

Arquitetura Colonial nas Igrejas

A religião católica era a religião da Europa, e foi, portanto, trazida até o Brasil pelas missões jesuítas. Assim com elas vieram as edificações religiosas barrocas, localizadas em locais altos e estratégicos, onde poderia ser vista por todo o território das cidades, recebendo destaque entre os outros edifícios.

Ruinas de São Miguel das Missões– Rio Grande do Sul – Brasil

Fonte: Diego Battista

Data: Outubro/2006

As igrejas eram construídas de duas formas, com alvenaria de pedra, empregando-se elementos decorativos nas fachadas; e aquelas em taipa e estrutura de madeira, com exuberantes interiores pintados e dourados. As igrejas em alvenaria de pedra exibem movimento nas plantas e nas fachadas, harmonizando suas torres sineiras de planta circular com as superfícies curvas salientes nas fachadas.

Ruinas de São Miguel das Missões– Rio Grande do Sul – Brasil

Fonte: Diego Battista

Data: Outubro/2006

Ruinas de São Miguel das Missões– Rio Grande do Sul – Brasil

Fonte: Diego Battista

Data: Outubro/2006

Igreja de São Francisco de Assis – São João Del Rei – Minas Gerais – Brasil

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário – Ouro Preto – Minas Gerais – Brasil

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

Matriz Nossa Senhora do Pilar – Ouro Preto – Minas Gerais – Brasil

Fonte: Diego Battista

Data: Julho/2009

Igrejas – Mariana – Minas Gerais – Brasil

Fonte: EDERNON MARCOS PEREIRA.

Detalhe: A igreja da Direita foi incendiada no inicio do ano de 2008, seu patrimonio interno, como detalhes talhados em ouro, foram parcialmente destruidos, e sua estrutura abalada, mas foi recuperada parcialmente pelo IPHAN.

Arquitetura Colonial nas Chácaras.

Outra tipologia deste período e não menos importante, eram as chácaras, construídas em áreas mais afastadas do centro urbanos das cidades. Pessoas abastadas comumente residiam em chácaras e possuíam uma casa no centro urbano para situações especiais.

Fazenda Sinhá Moça – Bananal – São Paulo

Fonte: http://www.panoramio.com/photo/8612790.

Essas pessoas eram os Barões, como na época eram chamadas e conhecidas, como barão do café, barão do açúcar. As chácaras possuíam normalmente dois pavimentos, um alpendre e uma escada de acesso externa. Possuía as quatro fachadas recuadas, já que o terreno era amplo, e telhado em quatro águas, geralmente ficavam em lugares plainos, e eram casas gigantescas.

Fazenda Casarão Antigo – Ouro Preto – Minas Gerais

Fonte: Diego Battista.

Data: Julho/2009.

Detalhes: No pavimento subsolo, eram usados como uma especia de cadeia para os escravos, uma curiosidade desta época, era o banheiro dos donos dos Casarões, todos os dejetos eram jogados por um duto que tinha no ultimo pavimento, e no primeiro, onde caiam diretamente na entrada do subsolo, bem onde os escravos passavam.

A arquitetura colonial brasileira apresenta exemplos de riqueza e originalidade, graças ao impulso inicial dado pelos jesuítas, que foram responsáveis pela construção de numerosas igrejas e produziram obras de arte que constituem boa parte da riqueza arquitetônica e artística do país. Foi, sem dúvida, um período de grande importância na formação do Brasil. Durante mais de três séculos foram construídos prédios de inspiração européia, mas adaptados ao clima e à vida nos trópicos. Alguns hoje ainda se mantêm – uns em ruínas, outros poucos em pleno uso.

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