Pós-Modernidade

        A idéia de “pós-modernismo” surgiu pela primeira vez no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na Inglaterra ou nos EUA. O pós-modernismo significava a perda da historicidade e o fim da “grande narrativa” – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.

       Segundo Jair Ferreira Santos, na arquitetura desingou uma série de novas propostas arquitetônicas cujo objetivo foi de estabelecer a crítica à arquitetura moderna à partir dos anos 60 até inicio dos anos 90. Esta arquitetura se volta para o passado, procuram pesquisar novos e velhos materiais, estudam o ambiente, a fim de criar uma arquitetura que fale a linguagem cultural das pessoas que vão utilizá-la. A função passou a obedecer a forma e a fantasia. Nos materiais eles acrescentam materiais abandonados como o cascalho ou bem recentes. O ornamento é recuperado, fazendo uso até de colunas gregas. Os valores simbólicos (o pórtico senhorial) também são utilizados junto com o retorno dos estilos antigos, como o barroco. O uso das retas racionais, opõem-se a emoção e o humor das curvas. Contra a pureza, o ecletismo: junta-se ornamento barroco com vidro fume. No lugar da abstração, a fantasia, e busca-se a vida com a volta da cor. Percebe-se que os arquitetos evitam a série repetitiva, monótona. Mas a marca típica desta arquitetura é a combinatória linhas e formas curvas com linhas e formas oblíquas. Dá em desequilíbrio, decoração, movimento, bizarrice, fantasia, alegria (o oposto do modernismo).

        Grandes arquitetos se destacaram, entre eles: Robert Venturi, Philip Johnson, Michael Graves, Aldo Rossi, Charles Moore, etc.

Piazzi dÌtalia – Charles Moore

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_p%C3%B3s-moderna

        No Brasil a arquitetura pós moderna se reflete em grande parte na adoção dos elementos formais mais óbvios da manifestação norte-americana do “movimento”. No Rio de Janeiro seu exemplo mais conhecido talvez seja o edifício Rio Branco 1, projeto de Edison Musa, que repete o uso do frontão – que se tornou uma marca de Philip Johnson – e subdivide o edifício em base, corpo e coroamento (como na divisão clássica).

         Há também o arquiteto mineiro Ëolo Maia adota como estilo alguns elementos da arquitetura do americano Michael Graves entre outros (Maia utilizou um largo repertório de referências em sua arquitetura.

        Os arquitetos pós modernistas acreditavam que o conceito “pós-moderno” significava não ter um conceito própio, mas sim fazer com que as pessoas tirassem suas conclusões vendo a obra. Além dos dois citados acima, destacam-se também, Jô Vasconcelos, Ruy Ohtake, Fernando Peixoto entre outros.

Academia Wanda Bambirra – Éolo Maia e Jô Vasconcellos

Fonte: www.academiawb.com.br/

Residência Mauro Grossi Araujo – Éolo Maia

Fonte: www.eolojo.com.br/prj002-mga.htm

Grupo Escolar Vale Verde – Éolo Maia

Fonte: www.eolojo.com.br/prj018-grupo-escolar.htm

Museu Oscar Niemeyer – Oscar Niemeyer

Fonte: www.museuoscarniemeyer.org.br/arquitetura.htm

 

Referência

SANTOS, Jair Ferreira. O que é o pós Modernismo. Editora Brasiliense. São Paulo. 1987.

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